Você sabe qual é o papel da escola na educação em sexualidade para o seu filho?
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O machismo e a violência na infância

Conversando com uma amiga por esses dias, ela relatou uma situação desagradável com a filha de 6 anos na escola.

A pequena fez a seguinte pergunta para ela: É normal mamãe os meninos sempre baterem nas meninas? Na escola esbarrei em outra menina sem querer, pedi desculpa e fui lanchar.  A menina não aceitou as minhas desculpas e foi falar com o irmão mais velho dela. O menino ficou me perseguindo durante todo o recreio e assim que teve oportunidade, me chacoalhou pelo braço. E tudo isso por um simples esbarrão mamãe…

A mãe respondeu: Não filha, não é normal. Não é legal agredir ninguém. Nada se resolve com violência.

Claro, que essa família foi procurar saber com a escola qual foi o posicionamento sobre o fato e também procurou conversa com a família do menino que a agrediu.

Infelizmente casos assim acontecem todos os dias e são ignorados. A desculpa é sempre a mesma, são apenas crianças! Sim, são crianças e exatamente por isso precisam ser conduzidas e orientadas do que é certo e do que é errado. Limite e respeito ao próximo tem que fazer parte da educação de todos independente do gênero.

Como quebrar esse ciclo de violência gerada pelo machismo? Você sabia que homens morrem 5 vezes mais em situações de violência nas ruas e mulheres sofrem muito mais violência dentro de casa? Exatamente! Criamos as meninas para serem tolerantes demais e submissas e os homens para serem violentos! E o resultado desta cultura acaba gerando fatos como o citado acima, e que pode ser fatal.

Mas a grande questão é: como educar os nossos meninos longe do machismo?

Primeiramente, nós como pais temos que ter um olhar crítico sobre a nossa concepção do machismo e entender que ele permeia a maioria de nossas vivências sem nem mesmo percebermos . Depois disso, educar nossos meninos de forma que eles entendam que a violência e a força não são a solução para os conflitos. É muito importante dar o  exemplo de conduta para  nossos  filhos.

Sempre sugerir o diálogo e empatia, se posicionar no lugar do outro. Questionando a criança no sentido de “E se fosse com você?”.

Aqui em casa o nosso lema é o seguinte: Não faça para o outro, o quê você não gostaria que fizessem com você. Parece simples? Mas muitas vezes não é!

Pois temos enraizadas crenças machistas como, por exemplo: “Prenda suas cabras que o meu bode esta solto”, ele é briguento porque é menino, que homem não chora, etc.

Educar um menino com a crença de que ele pode tudo, pelo fato de ser homem, é extremamente perigoso.

Vamos ficar atentos com o modo que estamos educando os nossos filhos.

E na próxima semana falaremos das meninas.

Até o próximo post!