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E falando em qualidade de vida, hoje vamos conversar sobre um assunto que coloca medo em muitos homens : a disfunção erétil. E o que é isto?

Quando o corpo do homem se prepara para uma relação sexual, todas as modificações ocorridas podem ser resumidas pelo ciclo de resposta sexual, os  cientistas perceberam que temos 4 fases: o desejo, (que é a vontade de ter uma relação), a excitação ( endurecimento do pênis, mudanças de pressão arterial, aumento de batimentos cardíacos, etc ), orgasmo ( é a fase de excitação e prazer máximo, que geralmente ocorre junto com a ejaculação e dura de 7 à 10 segundos) e relaxamento ( fase em que o pênis e o corpo voltam à situação de antes da excitação e é acompanhada de um cansaço gostoso).

Primeiro é interessante sabermos se a dificuldade de uma ereção é exatamente por uma alteração da excitação ou por algum problema na fase anterior, no desejo. Isto muda um pouco as diretrizes do tratamento.

Os homens podem ter dificuldades com a ereção durante toda a vida ou não, ser passageiras ou permanentes, de causa orgânica (causada, por exemplo, por hipertensão arterial e diabetes) ou psicogênica (por traumas e questões mal resolvidas), situacionais (quando problemas financeiros, relacionais, autoestima, uso de alguns medicamentos, etc).

E o que caracterizamos como disfunção erétil? Não conseguir ter uma ereção capaz e por tempo suficiente para manter uma relação sexual satisfatória. Este quadro tem de ser persistente para se tornar uma disfunção. Isto quer dizer que, não ter uma ereção em certas situações passageiras e não recorrentes pode ser uma situação completamente normal.

Mas quando o quadro se arrasta, precisamos procurar a ajuda de profissionais que investiguem, diagnostiquem e orientem qual a melhor forma de tratamento. Vários caminhos existem hoje e precisam ser avaliados caso a caso. Além do urologista, o cardiologista muitas vezes precisa avaliar o paciente, pois a disfunção erétil esta bastante relacionada com as mesmas causas de doenças cardiovasculares e hoje sabemos que seu aparecimento pode anteceder um infarto em até 5 anos.

A terapia sexual terá papel importante neste tratamento, inclusive trabalhando mitos e tabus, que não são poucos, entre os homens. Orientar a parceria também é outro trabalho deste profissional, o que pode diminuir tensões no tratamento e facilitar o caminho.

O mais importante de tudo é manter a calma e procurar ajuda especializada para uma avaliação séria e um tratamento bem indicado. Somente assim, traremos ganhos e melhorias na vida sexual.

Daí é só aproveitar!

Até a próxima!

Palavras-chave relacionadas : Disfunção erétil, homens, tratamento, qualidade de vida, sexo, falta de libido, diabetes, hipertensão, qualidade de vida, terapia sexual e doenças cardiovasculares.