Desejo. E aí, como anda o teu?
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Anorgasmia
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Desde que nascemos, entramos num processo de aprender a conhecer o mundo, o outro e nós mesmos. Este processo de interação vai determinar nossas impressões, nossos modelos e será importante na forma de como nos relacionaremos com o outro durante nossas vidas.

E com a sexualidade não é diferente. Desde bebês aprendemos a lidar com os estímulos que vêm através dos cinco sentidos e vão determinar experiências mais ou menos agradáveis que armazenaremos durante a vida em nosso cérebro.

Muitos destes toques e estímulos causam prazer desde bebê, mas não o prazer sexual que conheceremos a partir da adolescência. Durante a infância, quando o menino sente algo gostoso manipulando o pênis ou a menina manipulando a vulva, esta ocorrendo um processo de auto conhecimento. Isto precisa ser conversado e não reprimido. Muitas vezes explicar para a criança que apesar daquilo ser gostoso, seria mais “bacana”que fosse realizado em um momento sozinho,  ou que não é legal se esfregar na perna dos pais, já orienta a criança que é uma experiência somente dela. A orientação calma e livre de julgamentos é, na maioria das vezes, o suficiente. Além disso, responder especificamente ao que a criança pergunta, e não dar uma aula completa de sexologia ou anatomia humana, é uma forma de assegurar que estamos dando a informação que a criança precisa e quer naquele momento.

Durante a adolescência, os hormônios vão causar uma série de mudanças físicas e emocionais. O adolescente precisa se firmar no mundo, se encontrar num corpo modificado e com novos sentimentos e emoções. Fingir que nada esta acontecendo, além de não ajudar, pode abrir espaço para procura de conhecimento em lugares e com pessoas pouco confiáveis.

Os adolescentes com amparo familiar nas questões de conhecimento físico e emocional complementado pela escola vão ter condições de fazer melhores escolhas com relação ao início da vida sexual, de resolver suas dúvidas e de passar pelo processo de autoconhecimento com mais tranquilidade.

E respeitar este processo, não pulando etapas, forma adultos mais conhecedores de si mesmos, tanto emocionalmente como fisicamente, mais conscientes e capazes de respeitar o outro e a eles mesmos.

Palavras-chave relacionadas : bebês, estímulos, criança, adolescente, sexualidade, hormônios, autoconhecimento, orientação, infância, vida sexual.OK